janeiro 2009


Quem me conhece mesmo que só um pouquinho sabe que eu adoro vídeo-games! Desde muito novinho sempre me interessei por essas incríveis maquinas de diversão, surrealismo e tendinite! Tenho uma grande paixão por jogos de luta (como um post anterior um tanto popular entre desavisados pode acusar com facilidade), jogos de RPG (principalmente da Squaresoft, ops! SquareEnix), alguns simuladores da EA Games e qualquer coisa colorida, despretensiosa e extremamente divertida que a Nintendo resolva lançar.

Mas este texto não é sobre minha paixão por vídeo-games, este texto é sobre uma força maligna que estupra boa parte das minhas boas memórias de infância envoltas em pixeis! Uma força tão aterradora e destrutiva que se torna quase imbatível e impossível de ser ignorada! Uma força que move milhões e milhões de dólares todos os anos… E o nome desta força é… Hollywood!

O primeiro grande ataque de Hollywood à esta minha paixão se deu ainda em 1993, quando algum infeliz resolveu que Super Mario Bros. Merecia um filme. Certo, temos então aqui dois grandes problemas: Mario Bros. não é realmente um jogo com o roteiro mais inspirado… Encanador italiano gordo entra pelo cano para salvar princesa indefesa de dragão tarado gordo do mal cheio de hormônios e filhos… Sério! Não tem muito mais roteiro do que isso! Embora seja mais que o suficiente para manter um jogo, está muito longe de ser perto do suficiente para manter um filme de 104 minutos! E pronto, com uma explicação bizarra cheia de toques de cyber-punk (devia ser moda na época), violaram com crueldade uma das minhas séries de jogos preferidos.

No decorrer dos anos, Hollywood assassinou outras séries como Double Dragon, Street Fighter (onde também mataram Raul Julia), Mortal Kombat (e a continuação, “aniquilação”… pois é, não precisa ser tão explicito) dentre outras séries até que em 2001 lançaram Tomb Raider estrelado por Angelina Jolie (a mulher que todo-mundo-menos-eu-acha-linda mais famosa do universo), o que colocou novamente os filmes de jogos em evidência. Finalmente em 2002 foi lançado Resident Evil, e assim começou o pega-pra-capar das adaptações de jogos de terror em primeira pessoa.

Talvez o ponto mais engraçado nisso tudo seja a falta de pessoas que acham estes filmes bons, apesar de alguns fãs saírem agradados pela fidelidade dos filmes aos jogos de origem, a grande maioria do público sai incomodada… Os fãs pela falta de fidelidade e respeito… Os não fãs pela falta de qualidade cinematográfica (mesmo Final Fantasy sendo um 3d de ponta para a época e Silent Hill sendo visualmente lindo).

Talvez falte aos produtores enxergarem que assim como nos quadrinhos, o espaço entre os quadros tem um preenchimento imaginário do leitor, no vídeo-game os espaços entre as animações que desenrolam a história se preenchem na cabeça do jogador… Certo, você finalmente encontrou o grande-vilão-do-mal-que-vai-destruir-tudo… É fácil para alguém que passou dias e dias enfrentando os inimigos do vilão sentir a dificuldade do personagem (mesmo que seja meramente simulada), até porque o jogador fez aquilo tudo na pele deste personagem… Mas como passar isso em um filme? O nível de identificação não é o mesmo! A grande maioria dos protagonistas de jogos nem tem personalidade, para cada um se ver neste papel da forma como achar melhor!

Não estou dizendo que não se deve adaptar jogos ao cinema, mas isso deve ser feito com um cuidado ligeiramente maior… Você espancar jacarés virtuais sendo um macaco pode ser divertido, mas nem por isso seria divertido ficar duas horas assistindo o mesmo macaco fazendo a mesma coisa! E por favor, não considerem isso uma sugestão de se fazer um filme de Donkey Kong! Mas tomar cuidado para preencher da melhor forma possível as lacunas nas personalidades dos personagens e no roteiro, lembrando-se sempre que como se tratam de duas mídias diferentes, os apelos são diferentes também… Se aprenderam isso em relação aos filmes de quadrinhos, tenho esperança de que aprenderão em relação aos de vídeo-game também! 🙂

Próximas adaptações: Street Fighter: The Legend of Chun-li – 2009 (outro?!), Far Cry – 2009, Tekken – 2009, Prince of Persia: Sands of Time – 2010, The King of Fighters – 2010 e BioShock – 2010.

Aqui: Lista de adaptações para cinema de jogos

Como sempre, mais um dos meus top10! Resolvi reunir numa lista as 10 performers (aquele que faz performace) de música que todos deveriam ver antes de bater as botas (ou delas baterem). Minha lista reúne 10 cantoras de todo o mundo que unem ao meu ver carisma e presença e sabem como tirar o melhor proveito de suas habilidades para executar performances memoráveis!

Cada artista vai ter dois vídeos, um de balada e um de música agitada, assim como uma breve explicação e lista de 3 habilidades que considero fundamentais num performer (canto, dança e interpretação) da melhor pra pior na ordem de relevância e qualidade nos shows deste. E um super-poder pra descontrair ;).

Vamos à lista!

Madonna – EUA

A primeira que listo é uma escolha meio obvia, sendo considerada a rainha do pop, Madonna está neste trono a 25 anos e não da sinais de cansaço. Apesar de não ser uma grande vocalista, a junção de músicas grudentas, shows grandiosos e uma grande habilidade para dança fazem dela, bom… A Madonna!

Habilidades: Dança > Interpretação > Canto

Super-Poder: Permanência… Veio, chegou e parece que nunca mais vai embora!

Frozen

La isla bonita

Kylie Minogue – Australia

Depois da rainha do pop, vem a princesa! Com 20 anos de carreira e 40 anos, a senhorita Minogue é mais conhecida pela musica I can’t get you out of my head do álbum Ferver. Apesar de ser praticamente uma desconhecida nas Américas, é absurdamente famosa no resto do mundo, podendo ser comparada apenas à Madonna.

Habilidades: Interpretação > Canto > Dança

Super-Poder: A voz dela sai mixada natualmente!

I believe in you

In my arms

Mylène Farmer – França

Com suas letras profundas e melancólicas, sua musica de pop europeu grudenta e um gosto por assuntos que envolvem sexualidade e o macabro, Mylène se tornou a “Madonna da França”, com vendas fenomenais, shows grandiosos, o maior numero de hits em primeiro lugar por uma mulher naquele país e uma voz marcante. Desconhecida por aqui (sua fama é maior nos países que falam francês e na Rússia), é uma artista que vale a pena checar!

Habilidades: Interpretação > Canto > Dança

Super-Poder: Cara permanente de menina assustada!

Avant que l’ombre

Désenchantée

Thalía – México

“Mas a Thalía?!” Sim, ela! Apesar de ser mais famosa no Brasil por suas novelas, tem uma carreira grandiosa nos países que falam espanhol e nas Filipinas, conhecida por seus vocais potentes (mesmo que quase sempre faça playback, mas todos os vídeos escolhidos são ao vivo) e pela sua sensualidade que beira a vulgaridade, sabe fazer uma apresentação como poucos!

Habilidades: Interpretação > Canto > Dança

Super-Poder: Ela não tem costelas, o que permite cintura de vespa!

No me enseñaste

A quién le importa

Shakira – Colômbia

A maior popstar Colombiana, e possivelmente a maior popstar latina do mundo, conquistou o mundo compondo as próprias musicas, cantando de forma particular e incorporando dança do vende à suas músicas, ou seja, sendo original. Conseguiu assim entrar até mesmo em um mercado difícil como o americano e as bênçãos da critica!

Habilidades: Interpretação > Canto > Dança

Super-Poder: Rebola com os peitos!

Obtener um si

Ojos asi

Gwen Stefani – EUA

Um dia a vocalista do No Doubt resolveu sair em uma breve carreira solo onde poderia ter dançarinas japonesas, roupas esquisitas, músicas bizarras, referencias inusitadas e tentar ganhar bastante dinheiro assim. Deu certo. E os shows, ainda por cima, são fantásticos!

Habilidades: Interpretação > Canto > Dança

Super-Poder: Usar loiro platinado e batom vermelho e não ficar ridícula!

4 in the morning

What are you waiting for?

Celine Dion – Canadá

Quando um famoso filme sobre um barco que bateu num iceberg e afundou fez um senhor sucesso mundial, assim foi com sua música tema, cantada pela já absurdamente popular (mas que conseguiu ficar um pouco mais depois desta) Celine Dion. É uma das maiores vocalistas do pop e tendo uma carreira em inglês e uma em francês separadas, cantou vários hits das duas línguas (é a segunda mulher com mais músicas em primeiro na França) e provou por vez que as feias também tem chance!:P

Habilidades: Canto > Interpretação > Dança

Super-Poder: Classe, Celine consegue fazer qualquer coisa e ser classuda (ou brega)!

To love you more

River deep, mountain high

*****

As próximas três para mim, são empatadas as maiores performers vivas e ativas da música pop, deixo que quiser descordar, o difícil é me convencer do contrário! 😉

Ayumi Hamasaki – Japão

A imperatriz do j-pop é famosa por suas letras pessoais, seus clipes caros, seus shows megalomaníacos e suas roupas extravagantes. Apesar de estar no topo a 10 anos num mercado onde as mulheres costumam ver a fama por dois ou três anos, consegue se renovar e emplacar novos hits e criar também algumas polêmicas. Sua voz pode não agradar aos ocidentais, mas seu poder de fogo é inegável!

Habilidades: Interpretação > Canto > Dança

Super-Poder: Pode se comunicar com golfinhos!

M

Surreal

Beyoncé Knowles – EUA

Apesar de jovem, Beyoncé tem experiência de veterana e uma carreira invejável. Sendo atirada à fama com a girlband Destiny Child (a que mais vendeu por mundo no sinal) seguiu para uma carreira solo de sucesso, emplacado vários hits em primeiro nos EUA e fazendo performances elogiadíssimas pela crítica.

Habilidades: Canto > Interpretação > Dança

Super-Poder: A bunda!

Listen

Single ladies

Ivete Sangalo – Brasil

Apesar da fama de humilde e simpática no meio artístico, a mídia especializada vive chamando Ivete de pretensiosa por seus planos megalomaníacos. “Show no Maracanã?! Tomara que fracasse!”, “Dueto com Bono Vox? Como ousa!”, “O quê?! Show em New York?! É proibido!”. Eu pessoalmente acho o máximo uma artista brasileira quebrando barreiras auto-impostas e forçando assim os outros artistas do país a um patamar mais elevado e fazendo shows de padrão internacional. Quando faz isso com toda a capacidade de fazer um show que a baiana tem então, a coisa só pode ser aplaudida!

Habilidades: Interpretação > Canto > Dança

Super-Poder: As coxonas, só Chun-li tem igual!

Deixo

Festa

Concorda? Discorda? Faltou alguém? Comente! 😀

Dedicado a André e Cloud 😉

Sou fã do João Emanuel Carneiro desde que assisti Cobras e Lagartos, sou fã da Mariana Ximenes e da Taís Araújo, então logo a idéia de uma novela que trouxesse as duas me pareceu valer uma assistida. Comecei a assistir e logo de cara gostei de alguns personagens, em especial Foguinho (Lazaro Ramos) e Ellen (Taís Araújo)… Quando Da Cor do Pecado reprisou, eu resolvi assistir uns episódios, rapidamente me vi acompanhando pelos dois núcleos cômicos da trama e pela vilã Bárbara (Giovanna Antonelli), também me apeguei ao Afonso (Lima Duarte) e o núcleo familiar que se formou a partir dele. Logo, quando vi que JEC escreveria uma novela das oito (ou seria nove?) carro chefe da poderosa emissora carioca, não posso negar que senti leve empolgação (algo que eu sempre sinto quando vejo alguém cujo trabalho admiro avançando).

A proposta da novela era interessante… Duas protagonistas (primeira vez em uma novela da Globo), um crime misterioso, revelação de quem seria a assassina no meio da trama… Uma novela que seguia pela tendência menos maquineista que as tramas globais vem seguindo a um tempo (não sei dizer desde quando exatamente, mas consigo citar alguns exemplos de novelas onde os papeis principais eram atípicos para este tipo de mídia). A novela estreitou, tínhamos então Claudia Raia interpretando a ambiciosa, explosiva e melodramática Donatela, enquanto Patrícia Pillar defendia a humilde, delicada e controlada Flora. Donatela rica, Flora pobre… Donatela arrogante, Flora coitada… Donatela cotada como vilã, Flora como mocinha.

Os episódios passaram até que finalmente, no que provavelmente é uma das melhores cenas de que me lembro ver em uma novela, o lado de cada uma das mocinhas é revelado e então, cascudo na cabeça do público! Flora era a vilã, Donatela a mocinha e todos foram enganados! Muitos telespectadores ficaram realmente ofendidos com a situação… Devem ter imaginado JEC apontando o dedo para suas caras e rindo enquanto Flora seguia sua trilha de assassinatos rumo a ser o personagem mais interessante da trama e provavelmente a pior vilã que a televisão brasileira já ousou ver!

Os motivos que levaram Flora ao lugar em que chegou foram vários… Não só a interpretação genial de Patrícia Pillar (liderando o numero assustador de ótimas atuações femininas da novela seguida por Claudia Raia, Mariana Ximenes, Taís Araujo, Deborah Secco, Christiane Fernandes, Helena Ranaldi, Giulia Gam, Paula Burlamaqui e Lília Cabral, o outro grande destaque da trama), como também um roteiro que a enchia de situações vilanescas e falas afiadas, sua loucura desmedida e amor obsessivo pela mocinha que queria substituir a qualquer custo. Pronto, tínhamos um monstro assassino com cara de anjo e falta de caráter o suficiente para apunhalar qualquer um, até mesmo a própria filha para atingir seus objetivos.

Sexta passada a novela acabou… Flora não morreu (mas é espancada com freqüência na cadeia onde se autodenomina Donatela), Catarina sutilmente cedeu aos encantos de Stela (uma das relações mais delicadas e bonitas que uma novela já exibiu), Donatela ficou com seu Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia, expressivo feito uma batata), Lara com seu Halley (Cauã Reymond, expressivo feito uma batata com uma cara de criança chorona desenhada) e finalmente descobrimos o motivo do nome da novela em uma das muitas cenas passadas que tem uma estética muito mais cinematográfica do que televisiva…

É… vai fazer falta… 🙂

Como alguns devem saber, a Disney lançará agora em 2009 o filme “The Princess and the Frog”, baseado no conto de fadas alemão Der Froschkönig oder der eiserne Heinrich (ou Príncipe Sapo, já que eu não falo alemão), que vai se passar na versão “disneyana” em Nova Orleans e vai ter pela primeira vez na história do estúdio uma princesa negra (embora hoje se considere mais bonito falar afro-descendente). É a primeira vez desde 2004 que a Disney lança uma animação 2D.

Eu li algumas vezes por aí pessoas reclamando da falta que fazia uma princesa negra na Disney (a ultima vez que li isso veio de Angelina Jolie), e de fato, pra um estúdio sediado nos EUA, onde existe uma grande população negra, é estranho… Mas dando uma olhada no passado do estúdio, houve sim princesas que não fossem brancas (embora também não fossem negras). Vou listar as princesas da Disney que surgiram a partir de Ariel de A Pequena Sereia (porquê com o surgimento do movimento feminista, mudança do papel da mulher na sociedade, alinhamento interplanetário e outros fatos de fundo místico, as princesas por tabelas se tornaram interessantes… Não acredita? A Bela Adormecida era tão sem sal que apareceu menos de 18 minutos no próprio filme se ignorar as cenas que mostram sua infância!) E claro, também é uma época mais interessante para se falar disso em relação à condição racial nos EUA.

Ariel (A Pequena Sereia – 1989)

Baseada no conto dinamarquês, mas com um final bem menos trágico, a sereia ruivinha era abusada, ousada, curiosa e corajosa. Filha do Rei Netuno, queria se casar com um príncipe humano e etc. Pela primeira vez na Disney, uma protagonista forte!

Belle (A Bela e a Fera – 1991)

Já esta, baseada no famoso conto francês era uma mulher inteligente e instruída, alem de ter as outras características que uma boa princesa da Disney pós-feminismo deve ter (corajosa, curiosa, etc).

Jasmine (Aladdin – 1992)

Já a princesa da animação baseada no famoso conto das Mil e uma noites é árabe… Não que ela tenha escolha, afinal, o conto se passa na Arábia e a Disney foi fiel a isto. Temos então uma outra protagonista (co-protagonista no caso) forte, e pela primeira vez, ela não é branca.

Pocahontas (Pocahontas – 1995)

E depois de uma heroína árabe temos… Uma heroína índia! A primeira coisa que devemos saber é: Pocahontas não é um personagem, ela existiu de verdade (e tinha só 13 anos quando tudo aconteceu… Já John Smith, seu par romântico, devia ter lá pelos seus 40… Mas não parece tão bonito assim né?).

Mulan (Mulan – 1998 )

Esta não só é uma protagonista forte como é literalmente uma guerreira que luta com espadas e tudo. Apesar de não ser princesa no conto original (nem no filme por sinal), Mulan é considerada uma das Princesas da Disney adicionando assim, uma chinesa à lista.

Kida (Atlantis – 2001)

Certo… Na verdade, a poderosa princesa Kido não pertence a nenhum grupo racial existente (uma pena por sinal, tenho a impressão que uma mulher com as características dela seria bastante bonita), ela ainda é um ponto interessante como representação das mulheres feita pelo estúdio.

Tiana (The Princess and the Frog – 2009)

Chegamos então à Tiana, que eu não sei como é porquê o filme não foi lançado, mas que vai ser a primeira princesa negra do estúdio (e a segunda princesa norte-americana se formos considerar a Pocahontas). Algo que se pode adiantar é que ela é bastante bonita e que o proprio filme pelas imagens que já foram divulgadas, promete ser visualmente muito interessante. Abaixo, o teaser! 😉

A escolha do nome anterior Maddy e o fato dela começar a história sendo uma empregada causou controvérsia, tendo pessoas falaram que era uma escolha racista… Eu pessoalmente acho isso meio idiota, afinal, ainda me lembro da Cinderella… Mas tanto faz, a Disney já mudou isto de qualquer forma. Temos então uma princesa árabe, uma índia, uma chinesa e agora uma negra.

Obs.: E reparem, que junto com o aumento da importância do papel das mulheres nos filmes da Disney e da diminuição de sua passividade, também houve um aumento na sensualidade das personagens. 😉