fevereiro 2009


Continuando o tópico anterior!

Jogo: Tales of Phantasia

Empresa: Namco

Ano: 1995

Em um passado não muito distante, quatro guerreiros se juntaram para derrotar e selar um poderoso mal que tentou destruir o mundo. Anos depois, estes heróis são caçados e mortos por alguém que quer este mal livre novamente, e seus filhos entrarão em uma jornada que envolverá viagens no tempo e a busca por criaturas que os ajudem nesta batalha!

Este vai ser o único RPG sobre o qual vou falar desta vez que não tem dedo da Square… Obviamente devem existir vários jogos igualmente interessantes para o velho SNES, mas eu não vou me atrever a falar sobre o que não joguei, não é? Neste jogo, você controla três heróis do presente dentro (da historia do jogo): Cless, o protagonista espadachim; Chester, o arqueiro e seu melhor amigo e Mint, a protagonista clériga; e incorpora mais dois heróis do passado: Klarth, o invocador e adulto responsável do grupo; e por fim, Arche, a poderosa bruxa (que anda voando em uma vassoura!). Agora, tem três coisas que tornam este jogo de fato fantástico considerando que foi lançado para o SNES: Os gráficos são maravilhosos, detalhados e cheios de animações… Com reflexos na água, pássaros voando no fundo do campo de batalha e as magias são impressionantes! Depois disto, temos o som: A música de abertura (pasmem) é cantada! Sim, com voz e tudo! As magias, ataques e ações dos personagens durante a batalha são dublados! E se isso não parecer interessante o suficiente, temos a jogabilidade que por si só valeria uma checada no jogo: O sistema de luta é lateral, como se fosse um jogo de luta! Você seleciona a estratégia de batalha dos seus companheiros de grupo e as magias que eles podem usar em cada luta e tem total mobilidade com o Cless, podendo is para trás e para frente, bater no inimigo, escolher como vai ser o ataque baseado no comando que usar e escolher uma de suas duas técnicas equipadas no momento (ou com um item especial, pode-se usar qualquer uma delas com um comando estilo os de jogos de luta!). Se isso ainda não parecer interessante o suficiente, o jogo usa o sistema de Comida, onde você pode equipar sua bolsa de comida com alimentos variados (ou combiná-los cozinhando para torna-los mais efetivos) e assim, a cada passo seus personagens recuperarão HP sozinhos aos poucos (porque afinal, eles estão comendo)! Isso tudo e ainda temos de brinde uma história interessante e personagens bastante carismáticos.

Em 2006, este jogo foi traduzido para o português e finalmente lançado no ocidente, para o GBA, mas quem jogou diz que não é lá a mesma coisa (parece que o jogo foi diluído ou algo assim, e a dublagem em inglês é uma grande porcaria) e é uma mistura da versão de SNES com a de Playstation, onde se tem mais uma personagem (Suzu, a ninja). Se me perguntarem qual o jogo mais bonito, ou com a melhor trilha sonora para este console, provavelmente o primeiro que me vem a mente é este, então se alguém que ler isso tiver algum tempinho livre e quiser tentar um jogo novo, este aqui é um excelente começo!

Abertura do SNES cantada:

Jogo: Treasure of the Rudras

Empresa: Square (atualmente, SquareEnix)

Ano: 1996

Imagine um mundo onde toda a terra, o mar e o ar estão poluídos… Tão poluídos que todo o oceano é roxo-acinzentado e o céu a muito tempo não é mais azul. Neste mundo, quatro pessoas são ligadas a quatro jóias especiais que lhes destinam a missões que devem ser cumpridas antes que o mundo acabe a humanidade seja varrida do mapa… O problema é que isto vai acontecer em apenas 15 dias.

Temos então quatro heróis neste jogo… Mas eles só vão lutar juntos no final, enquanto este final não chega, seus caminhos, grupos e objetivos são diferentes. Quando você está completando o cenário de um deles e faz algo grande, quando o jogo com outro grupo chegar neste mesmo dia (os dias são contados no jogo, mas não se afobe, a contagem é baseada na história, não em um tempo simulado de contagem continua) os efeitos da ação do outro grupo podem ser vistos (e algumas vezes, você só vai saber o que exatamente você fez de diferente quando chegar a hora em que outro grupo percebe a mudança e a comenta). Apesar dos protagonistas não estarem juntos o tempo todo, eles se cruzam algumas vezes durante o jogo e sabem da existência um do outro (assim como sabem que o outros também carregam as tais jóias com o desenrolar da história). Visualmente, o jogo é lindo! As batalhas são totalmente animadas, tanto por parte dos heróis quanto por parte dos monstros! A trilha sonora é grudenta e empolgante e os personagens são carismáticos. Mas o maior diferencial deste jogo com certeza é o sistema de Mantras! Este sistema de magia único dentro de toda a história do RPG de vídeo-game permite que você crie a magia que tiver vontade escrevendo a palavra que bem entender (você pode escrever “bunda”, “merda”, “coxinha”, “abóbora”, “jwrehwe”, e cada uma dessas palavras se tornará uma magia nova!), ou para não se perder, pode seguir as magias que o jogo ensina, copiar as usadas pelos inimigos ou criar algo dentro do sistema de elementos e modificar o efeito adicionando prefixos e sufixos encontrados dentro do jogo! Certo que isso te permite magias bastante poderosas logo de cara, mas quero ver seu MP aguenta-las! Dos quatro protagonistas, você só usa três até o final do jogo (Sion, o espadachim em busca de ser o mais forte; Surlent, o mago em busca de conhecimento e Riza, a clériga que quer limpar o mundo) e finalmente na ultima parte, quando os três se unem (e chutam seus companheiros antigos), vem também de brinde Dune, o ladr… caçador de tesouros!

Sendo um jogo bastante interessante, com algumas características de fato únicas tanto em termos de narrativa quanto em sistema de combate, Treasure of the Rudras apesar de ser praticamente desconhecido até mesmo entre os gamers ocidentais que gostam de RPGs de super-nintendo, é provavelmente um dos melhores e mais criativos jogos já realizados pela Squaresoft, e portanto, deveria ser jogado por qualquer admirador do gênero, na minha humilde opinião! 😉

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Acabei de falar sobre os RPGS de SNES que acho fantásticos mas nunca chegaram até o ocidente! Quem quiser saber mais sobre qualquer um destes, pode procurar no Fantasy Anime, ok?

E caso a Jacque passe aqui novamente: Final Fantasy de fato fica complicado as vezes… Um RPG divertido, com um nível de dificuldade mais balanceado que eu recomendo é o Seiken Densetsu 3, até por ser um RPG de ação e por muitas vezes, quando um inimigo começa a apelar muito ser reflexo das ações do jogador em batalha! Secret of Mana (Seiken Densetsu 2) já tem um nível de dificuldade mais complicado…

Continuando no assunto dos vídeo-games, mas dando um pouco de paz para Holywood! Como voltei a jogar Final Fantasy VI (ou III no ocidente, sabe-se lá Deus porque) achei que seria interessante fazer um tópico sobre RPGs de Super Nintento que nunca foram lançados oficialmente no ocidente, apesar de um deles ter sido traduzido mais tarde para outro sistema (o que é uma pena e já explico o motivo).

Como não posso ficar aqui me aprofundando em cada um dos jogos, vou deixar este link para quem quiser conhecê-los melhor! Não posso disponibilizar ROMs ou algo assim, mas é facílimo encontrar todos estes jogos traduzido para o inglês pela Internet a fora (inclusive, falando em Final Fantasy VI, se puderem, recomendo que joguem a versão japonesa traduzida por fãs, já que a versão ocidental é censurada e tem o nível de dificuldade reduzido).

Vamos então aos jogos!

Jogo: Romancing SaGa 3

Empresa: Square (atualmente, SquareEnix)

Ano: 1995

A história se passa em mundo cheio de conflitos políticos, religiosos e econômicos (o que é estranhíssimo até em jogos de hoje em dia, em certo ponto), onde um grupo de heróis tem que impedir que o mundo seja destruído (certo, sem novidades até aqui).

Já jogou algum RPG quase totalmente alinear? Apesar de hoje este tipo de jogo ser meio comum, essa história de deixar o jogador livre não era muito comum a uns anos. Neste incrível jogo, você escolhe um protagonista dentre oito personagens (Julian, o espadachim clichê; Thomas, o mercador rumo ao monopólio; Mikhail, o marquês arrogante; Harid, o mercenário negro overpower; Sarah, a arqueira semi-vegetativa; Ellen, a mulher macho do machado; Monica, a princesa noob e por fim, Katrina, a guarda costas de Monica). Após terminar a introdução do personagem escolhido… Bom, você está livre pelo mundo para fazer as coisas mais ou menos na ordem que lhe der na telha! Mas obviamente, se você tentar algo mais complicado do que seu nível permite, você apanha feito mulher de malandro. Alem dos protagonistas (que você pode recrutar durante o jogo para seu time de até seis, salvo exceções dentro da trama pessoal de cada um), ainda é possível recrutar 23 outros personagens (dentre eles um elefante, uma lagosta, uma fada, um vampiro e um boneco-de-neve!) E ainda não se acabaram os fatores interessantes! O sistema de nível do jogo é diferenciando, sendo que aqui você ganha experiência no que usa apenas, não tendo um nível geral que aumenta todos seus atributos (se você usar muito a lança, vai ser um bom lanceiro; se usar muito espada, um bom espadachim;se usar muita magia de fogo, um bom mago de fogo e por aí vai). Outro aspecto interessante é que alem do HP (heath point, ponto de saúde), também temos o LP (life point, ponto de vida): Cada vez que um personagem fica inconsciente, perde um LP… Caso perca todos os LP (cujo máximo geralmente é 10), seu personagem morre! Morre de nunca mais voltar! Aquele personagem deixa de ser recrutável e selecionável! Obviamente é que possível recupear estes pontos depois…

Tanto pela jogabilidade diferenciada, quanto por todas as possibilidades de jogo (cada um dos protagonistas tem um final diferente, assim como possibilidades e missões diferentes dentro do jogo; isso sem falar nos mini-games de Thomas e Mikhail, o que torna jogar com estes personagens ainda mais interessante), este jogo vale uma conferida!

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Jogo: Seiken Densetsu 3

Empresa: Square (atualmente, SquareEnix)

Ano: 1995

Em um mundo dominado pela magia, somos atirados à uma historia de ganância, onde três povos entram em guerra dispostos a tudo em nome de poder, não hesitando em destruir qualquer reino, povo ou vila que fique em seus caminhos. Todos buscam as pedras de mana, que possibilitam àquele que juntá-las o acesso até a espada de mana: o artefato mágico mais poderoso já criado! O que estes povos não entendem é que para isto haverão consequências, e que talvez eles estejam pondo todos os habitantes do mundo em risco, e aí entram nossos heróis (que por sinal, não estão nessa pelo mundo)

A primeira coisa a se reparar neste RPG (um dos meus preferidos de todos os tempos) é o gráfico! Temos um mundo bonito e colorido que enche os olhos sem muita dificuldade! Tendo novamente a possibilidade de se escolher personagens, desta vez somos apresentados a seis possibilidades para montar um time de três, como este time vai ser o mesmo até o final do jogo, recomenda-se que se escolha bem: Duran, o espadachim cabeça dura; Angela, a princesa do reino dos magos que a principio não consegue usar magia; Hawkeye, o ladrão da guilda dos ladrões do deserto; Riesz, a princesa amazona; Kevin, o príncipe lutador do reino dos lobisomens; e Charlotte, a clériga meio elfa. Cada um dos casais (Duran e Angela, Hawkeye e Riesz, Kevin e Charlotte) dividem a mesma história (o que significa que é interessante ter as duplas nos times) dando um total de três tramas paralelas ao jogo. SD3 é um RPG de aventura, nos estilos de Zelda, as lutas não ocorrem em uma tela a parte, mas se desenrolam em tempo real enquanto o jogador bate nos inimigos (o computador controla os outros dois membros do time, ou mais dois jogadores) e a magia é aprendida na ordem em que se muda de classe e se encontra os Espíritos de Mana(cada personagem escolhe duas vezes entre seguir pela luz ou pelas trevas: luz te da uma possibilidade mais defensiva enquanto trevas te torna mais destrutivo) fazendo com que exista quatro possibilidades finais para cada personagem! Já os Espíritos de Mana devem ser encontrados para salvar o mundo, mas cada um deles é guardião de um elemento e permite assim que seus personagens aprendam as magias destes (todos os personagens aprendem magias, mas Angela e Charlotte são as melhores neste aspecto até mesmo por suas classes serem voltadas para isto), sendo os espíritos Salamander (fogo), Gnome (terra), Dryad (planta), Wisp (luz), Jinn (Ar), Undine (água), Luna (lua… ein?!) e Shade (trevas). Quem já jogou algo da série de Mana, sabe a importancia que magias e elementos tem (já que de certa forma, são o foco da série), sendo que então se tem nesse jogo outra possibilidade interessante de se explorar isto: Dias da semana! Cada dia é representado por um espírito, e neste dia o elemento deste espírito é mais forte e o elemento oposto é mais fraco (no caso de luz e trevas, funciona da mesma forma com dia e noite. Aliás, toda noite Kevin se torna lobisomem, e o melhor atacante físico do grupo).

Alem dos personagens serem bastante carismáticos, para que gosta de RPGs com bastante magia ou de RPGs de ação, este jogo é bastante divertido e também cheio de possibilidades. E claro, também temos o especial Pink Typhoon de Angela! 😉

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Então gente, como falar sobre os cinco jogos num post só ia ficar muito longo, vou dividir este texto em partes! Em breve, os outros jogos da lista!!! 😉