Continuando o tópico anterior!

Jogo: Tales of Phantasia

Empresa: Namco

Ano: 1995

Em um passado não muito distante, quatro guerreiros se juntaram para derrotar e selar um poderoso mal que tentou destruir o mundo. Anos depois, estes heróis são caçados e mortos por alguém que quer este mal livre novamente, e seus filhos entrarão em uma jornada que envolverá viagens no tempo e a busca por criaturas que os ajudem nesta batalha!

Este vai ser o único RPG sobre o qual vou falar desta vez que não tem dedo da Square… Obviamente devem existir vários jogos igualmente interessantes para o velho SNES, mas eu não vou me atrever a falar sobre o que não joguei, não é? Neste jogo, você controla três heróis do presente dentro (da historia do jogo): Cless, o protagonista espadachim; Chester, o arqueiro e seu melhor amigo e Mint, a protagonista clériga; e incorpora mais dois heróis do passado: Klarth, o invocador e adulto responsável do grupo; e por fim, Arche, a poderosa bruxa (que anda voando em uma vassoura!). Agora, tem três coisas que tornam este jogo de fato fantástico considerando que foi lançado para o SNES: Os gráficos são maravilhosos, detalhados e cheios de animações… Com reflexos na água, pássaros voando no fundo do campo de batalha e as magias são impressionantes! Depois disto, temos o som: A música de abertura (pasmem) é cantada! Sim, com voz e tudo! As magias, ataques e ações dos personagens durante a batalha são dublados! E se isso não parecer interessante o suficiente, temos a jogabilidade que por si só valeria uma checada no jogo: O sistema de luta é lateral, como se fosse um jogo de luta! Você seleciona a estratégia de batalha dos seus companheiros de grupo e as magias que eles podem usar em cada luta e tem total mobilidade com o Cless, podendo is para trás e para frente, bater no inimigo, escolher como vai ser o ataque baseado no comando que usar e escolher uma de suas duas técnicas equipadas no momento (ou com um item especial, pode-se usar qualquer uma delas com um comando estilo os de jogos de luta!). Se isso ainda não parecer interessante o suficiente, o jogo usa o sistema de Comida, onde você pode equipar sua bolsa de comida com alimentos variados (ou combiná-los cozinhando para torna-los mais efetivos) e assim, a cada passo seus personagens recuperarão HP sozinhos aos poucos (porque afinal, eles estão comendo)! Isso tudo e ainda temos de brinde uma história interessante e personagens bastante carismáticos.

Em 2006, este jogo foi traduzido para o português e finalmente lançado no ocidente, para o GBA, mas quem jogou diz que não é lá a mesma coisa (parece que o jogo foi diluído ou algo assim, e a dublagem em inglês é uma grande porcaria) e é uma mistura da versão de SNES com a de Playstation, onde se tem mais uma personagem (Suzu, a ninja). Se me perguntarem qual o jogo mais bonito, ou com a melhor trilha sonora para este console, provavelmente o primeiro que me vem a mente é este, então se alguém que ler isso tiver algum tempinho livre e quiser tentar um jogo novo, este aqui é um excelente começo!

Abertura do SNES cantada:

Jogo: Treasure of the Rudras

Empresa: Square (atualmente, SquareEnix)

Ano: 1996

Imagine um mundo onde toda a terra, o mar e o ar estão poluídos… Tão poluídos que todo o oceano é roxo-acinzentado e o céu a muito tempo não é mais azul. Neste mundo, quatro pessoas são ligadas a quatro jóias especiais que lhes destinam a missões que devem ser cumpridas antes que o mundo acabe a humanidade seja varrida do mapa… O problema é que isto vai acontecer em apenas 15 dias.

Temos então quatro heróis neste jogo… Mas eles só vão lutar juntos no final, enquanto este final não chega, seus caminhos, grupos e objetivos são diferentes. Quando você está completando o cenário de um deles e faz algo grande, quando o jogo com outro grupo chegar neste mesmo dia (os dias são contados no jogo, mas não se afobe, a contagem é baseada na história, não em um tempo simulado de contagem continua) os efeitos da ação do outro grupo podem ser vistos (e algumas vezes, você só vai saber o que exatamente você fez de diferente quando chegar a hora em que outro grupo percebe a mudança e a comenta). Apesar dos protagonistas não estarem juntos o tempo todo, eles se cruzam algumas vezes durante o jogo e sabem da existência um do outro (assim como sabem que o outros também carregam as tais jóias com o desenrolar da história). Visualmente, o jogo é lindo! As batalhas são totalmente animadas, tanto por parte dos heróis quanto por parte dos monstros! A trilha sonora é grudenta e empolgante e os personagens são carismáticos. Mas o maior diferencial deste jogo com certeza é o sistema de Mantras! Este sistema de magia único dentro de toda a história do RPG de vídeo-game permite que você crie a magia que tiver vontade escrevendo a palavra que bem entender (você pode escrever “bunda”, “merda”, “coxinha”, “abóbora”, “jwrehwe”, e cada uma dessas palavras se tornará uma magia nova!), ou para não se perder, pode seguir as magias que o jogo ensina, copiar as usadas pelos inimigos ou criar algo dentro do sistema de elementos e modificar o efeito adicionando prefixos e sufixos encontrados dentro do jogo! Certo que isso te permite magias bastante poderosas logo de cara, mas quero ver seu MP aguenta-las! Dos quatro protagonistas, você só usa três até o final do jogo (Sion, o espadachim em busca de ser o mais forte; Surlent, o mago em busca de conhecimento e Riza, a clériga que quer limpar o mundo) e finalmente na ultima parte, quando os três se unem (e chutam seus companheiros antigos), vem também de brinde Dune, o ladr… caçador de tesouros!

Sendo um jogo bastante interessante, com algumas características de fato únicas tanto em termos de narrativa quanto em sistema de combate, Treasure of the Rudras apesar de ser praticamente desconhecido até mesmo entre os gamers ocidentais que gostam de RPGs de super-nintendo, é provavelmente um dos melhores e mais criativos jogos já realizados pela Squaresoft, e portanto, deveria ser jogado por qualquer admirador do gênero, na minha humilde opinião! 😉

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Acabei de falar sobre os RPGS de SNES que acho fantásticos mas nunca chegaram até o ocidente! Quem quiser saber mais sobre qualquer um destes, pode procurar no Fantasy Anime, ok?

E caso a Jacque passe aqui novamente: Final Fantasy de fato fica complicado as vezes… Um RPG divertido, com um nível de dificuldade mais balanceado que eu recomendo é o Seiken Densetsu 3, até por ser um RPG de ação e por muitas vezes, quando um inimigo começa a apelar muito ser reflexo das ações do jogador em batalha! Secret of Mana (Seiken Densetsu 2) já tem um nível de dificuldade mais complicado…

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