Então crianças! Depois de vários rolos familiares, TCC, computador quebrado, problemas pessoais, computador quebrado de novo e jornada rumo ao Nirvana (ein!?), o Euglenas está de volta! Com algumas mudancinhas!

Eu resolvi delimitar o assunto do blog… Sim, eu sei que todos estão super interessados em minha vida pessoal (não), mas eu vou limitar este espaço ao assunto “cultura pop”… Eu já venho fazendo isso tem um tempo, mas agora é de forma assumida! Bom, vamos ao post de hoje…

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Em 2009, o mercado fonográfico americano está sofrendo um grande ataque semi-suicida! Vários artistas asiáticos (ok, uns três ou quatro) resolveram tentar a vida na terra dos hambúrgueres em inglês. Eu já comentei sobre a Utada, mas o álbum ainda não tinha saído na época… BoA Kwon, a princesa coreana do pop poliglota também tenta um lugar ao sol desta vez… Vou fazer uma pequena resenha sobre os respectivos álbuns, e por tabela, vou falar um pouco sobre o álbum que mais gostei no ano até o momento (mas o assunto não vai sair dos olhos puxados, só da língua inglesa).

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“Vou te comer, er, er, er, eeeeeeeeeeeeeeeeeeer”

Álbum: BoA

Artista: BoA

Ano: 2009

Produtores: Soo-Man Lee (executivo), Bloodshy & Avant, Sean Garrett, Henrik Jonback, Brian Kennedy, Clubba Langg, Adrian Newman, The Phantom Boys, Chief Wakil

Gravadora: SM Entertainment USA

Quando tentou entrar para o mercado japonês em 2001, BoA resolveu (ou resolveram por ela) dançar de acordo com a música, e o resultado foi uma carreira pautada em faixas seguras bem de acordo com o que quer que fosse que estivesse em alta na terra do sol nascente, como é de se esperar, sua tentativa de entrar para o mercado americano não foi muito diferente neste ponto =) Seu projeto em inglês que leva seu nome parece um álbum da Britney Spears (que alias, co-produziu uma das faixas) sem as baladas, como que li em uma resenha em inglês, sendo formado por 11 faixas de pop eletrônico dançante! Quem procura por algo para dançar na balada, com certeza vai encontrar pelo menos uma faixa interessante por aqui, quem quer música para relaxar é melhor que passe longe. Apesar da “genericidade” deste trabalho me afastar um pouco dele (e de toda a carreira da BoA), não posso negar que é um trabalho bem produzido, que o inglês dela está bom e que não consigo parar de cantarolar “I Did It For Love”, a primeira faixa e segundo single do BoA. Por outro lado, a gente podia ter passado sem a versão em inglês de Girls on Top, uma das melhores músicas coreanas dela, e que ficou no mínimo bizarra desta vez.

Faixas recomendadas: I Did It For Love, Did ya, Obsessed

Faixa dispensável: Girls on Top

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“Te dei meu coração, espera, me deixe assiná-lo”

Álbum: This Is The One

Artista: Utada

Ano: 2009

Produtores: Hikaru Utada (executivo), Sking U (executivo), L.A. Reid (executivo), Stargate, Christopher “Tricky” Stewart

Gravadora: Island Def Jam

Em 2004, Utada lançou seu segundo álbum em inglês e primeiro pós-fama: Exodus. O álbum foi um fracasso. Os motivos que levaram o Exodus ao fracasso podem ser vários, os fãs culpam a falta de divulgação da gravadora (sim, porque o artista nunca tem culpa de nada), Utada por outro lado, culpa o nível de experimentalismo do álbum, sendo que realmente foi o ponto de sua carreira em que se afastou mais do mainstream. Fracassos passados à parte, desta vez ela voltou comprometida a vender, e dá-lhe This Is The One! Mas não entendam este “comprometida a vender” como algo ruim, pelo contrário, TITO traz 10 faixas novas que misturam pop mainstream atual, r&b dos anos 90 e o toque Utada de fazer as coisas… O resultado são faixas que podem soar genéricas à primeira ouvida, mas que mantêm as características que fizeram Hikki (como os fãs a chamam) famosa, alem de letras bem formuladas e muitas vezes bem humoradas sobre sexo, cotidiano e cultura pop. Talvez eu possa até soar meio bitolado descrevendo este álbum, mas é o segundo trabalho dela de que mais gosto (sendo meu preferido o Heart Station, de 2008) e eu tenho que dizer que se o objetivo da moça era fazer “pop bom”, como ela definiu, para mim, ela conseguiu!

Ah… eu não usaria esta capa nem como papel higiênico… Para mim é o único ponto fraco…

Faixas recomendadas: Merry Christmas Mr. Lawrence – FYI, Dirty Desire, Apple & Cinnamon

Faixa dispensável: Na boa? A capa…

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“Esta era está correndo na velocidade de seu fim”

Álbum: Next Level

Artista: Ayumi Hamasaki

Ano: 2009

Produtores: Max Matsuura

Gravadora: Avex Trax

Em 2008 Ayumi lançou o álbum Guilty, que era triste, pesado, com muita influência de metal e letras introspectivas… Um dos principais singles, o pop-metal talkin’ 2 myself tinha no refrão “a criação vem depois da destruição e você sabe”. Em abril, comemorou 10 anos de carreira (o que se pra uma popstar ocidental é muito, para uma popstar japonesa é quase bizarro), lançando então o single Mirrorcle World, música de estrutura caótica cuja letra pergunta “você consegue viver neste tipo de futuro?”. Aparentemente, estes questionamentos estavam na cabeça de Ayu durante a criação do Next Level, embora de forma muito mais leve e otimista que no álbum anterior: Next Level traz novos experimentos para a antiga formula de Ayumi, tanto em termos de música quanto de letras… Com um toque (muito menor do que parece pelo que dizem) do hypado eletro-pop, mas ainda assim como a base de dance-rock e baladas cheias de pianos e cordas que a fizeram famosa, o álbum traz 14 faixas (4 das quais, interlúdios) com músicas que questionam o futuro e a atitude das pessoas em relação a ele… Muitos fãs adoraram o novo trabalho, enquanto vários outros se incomodaram com a “falta de emoção”… Falta de emoção que eu devo dizer que não senti… Se este álbum tem alguma falha, talvez seja a de ter sido lançado um pouco antes da hora… Os fãs de jpop ainda não estão prontos pra alguns questionamentos encontrados aqui.

Faixas recomendadas: GREEN, rollin’, Sparkle

Faixa dispensável: Days

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